13 de setembro de 2012

Talvez Ella


Talvez Ella, se pudesse novamente tocar sua mão, olhar dentro dos teus olhos e me ver refletido neles...


Talvez Ella, se pudesse encontrar consolo colocando minha cabeça sobre teu peito...

Talvez Ella, se pudesse sentir seu cheiro doce e sem maldade alguma...

Talvez Ella, se pudesse te ver tão mais perto que meus olhos pudessem vislumbrar tua presença...

Talvez Ella, se pudesse sentir ainda que pela última vez o frescor da lavanda sobre tua suave pele branca...

Talvez Ella, se ao fim de tudo pudesse te acompanhar por toda vida, seria teu pra sempre e você seria minha. Óh minha doce noite de inverno de 1900 e seus porquês...

15 de abril de 2012

Ser feliz...

Seria o fato de se querer ser melhor do que se é numa dimensão positiva para com as pessoas que te rodeiam? Seria se descobrir infinitamente envolvida no calor de sensações até então desconhecidas? Seria estar contente por saber que você tem feito algo realmente bom porque colocou seu coração naquilo? Seria se doar pelos seus ideais, não importando-se com as injúrias e má vontade de alguns poucos? Seria chegar a um ponto onde lhe faltam palavras para retratar todo o sentido do que se vive agora? Bem, quanto o que é cientificamente felicidade não sei, mas na minha concepção, ser feliz é um misto de tudo isso com todo o resto que a vida te oferece. 


A verdadeira felicidade nunca está longe de você... Ela te abraça, te ampara quando tropeças, te conforta quando há quedas, te aquece do frio da solidão, conta uma piada pra te fazer sorrir, te acaricia para que sintas a Tua presença. A verdadeira felicidade jamais te abandonará e essa felicidade plena está em Deus. "Pense Nisso!" 


(Cássia Gomes)

8 de abril de 2012

A poetisa e seu silêncio

"Sou poetiza no silêncio de meus pensamentos, sou profeta no ardor de meus devaneios, sou aprendiz na loucura do dia a dia, sou a amante no escuro de uma noite fria, sou uma humana repleta de falhas, sou um tudo no momento em que sou um nada, mas sobretudo, sou um querer infinitamente enlouquecido por não aceitar ser ser um alguém já definido. Sou insistente, persistente, por isso jamais desisto... Foco, fé, força e coragem - Alimento para Vencer!!!" 


4 de março de 2012

E da vida, o que vou levar?




Levo comigo o sorriso sincero, despertado com o afago de sua mão entre os meus cabelos. 

Levo comigo o sussurrar de suas palavras junto ao meu ouvido. 

Levo comigo a lembrança do deslizar de nossos lábios. 

Levo comigo a fragrância de sua pele que senti no transpirar do teu suor. 


Levo comigo o teu olhar doce, teu sorriso gentil que muito me fez acreditar que nada é por acaso. 

Levo comigo o som das suas gargalhadas, a sensação do toque de seus dedos sobre minha pele. 

Levo ainda a verdade do que há tanto desconhecia... Que a felicidade é consequência das ações que praticamos na vida do outro, que a entrega embora que talvez um tanto incerta, ainda se é possível nela acreditar. 

Embora o tempo passe, embora o tempo voe, eu e você aqui hoje é a prova que repudia qualquer desconfiava de que sentimentos fortes e verdadeiros poderiam estar a rarar. 

Então vou eu lá, viver te levando comigo, pra onde a vida nos levar.


26 de fevereiro de 2012

Afinal, o que é isso?!



Não denominemos...


Não definemos com termos aquilo que só o coração sabe explicar, o que os olhos declaram, o que o tocar dos lábios faz aumentar numa dimensão infinita... De tão bem querer, de tão querer estar.







Deixemos que o tempo, que os ventos da bonança, que o sorriso como de uma criança assim possa perdurar.



Se deixe, se permita, se atreva, se ame, se cuide, se queira bem.



Portanto, se deixe ao outro, se permita ao outro, se atreva a estar com o outro, ame o outro, queira cuidar do outro, por querer tanto fazer feliz o outro.

Ponha uma música para tocar, dance a melodia.

Sorria por lembrar de um ontem inesquecível, inspirador.



Saboreie a vida


Cozinhe, prepare seu alimento colocando gotas de felicidade, colheradas de boas lembranças, pitadas de uma boa pimenta que te lembre o calor de um abraço de alguém de quem tanto quer bem... Não haverá melhor e mais saboroso banquete a se degustar.




E aí, sobremesa? !


Bem, adoce sua vida com uma canção que lembre um momento importante vivido com aquela pessoa, ou que aquela pessoa tenha te pedido para ouvir... Muito do que o outro quer te dizer, ou mesmo que o seu ouvido quer ouvir está presente nos trechos de uma música daquela banda preferida e que você até então não havia parado pra se atentar.


Agora, o que fazer?!

Apenas se deixe! Livre, leve e solta para ser feliz.





20 de fevereiro de 2012

Chuvas de Fevereiro


Ó chuva! Lava também esta alma, tira dela toda a dor, a presença amarga da saudade que domina esse peito.


Lava, faz transbordar, avança sobre a represa desse coração, tira dele a água imprópria ao banho que a vida costuma querer tomar.

Nesse inverno que veio visitar-me em pleno verão, foram mortos os pássaros que sobrevoavam e haviam feito ninho sobre minha cabeça. Eles cantarolaram por certo tempo, alguma canção que me fez bem, que me fazia acreditar na existência do amor, mas agora se foi, se foram...



Deixe-os ir Ella.

Ante o frio que resfria minha alma, ante a dor que povoa meu existir, há momento melhor que este para dizer Adeus?!

Ora, este é sim o momento.

E que o cinza, o colorido que virou cinzas, seja levado pela tormenta, espalhado pelo vento, que possa ir de uma vez só, para longe, para o nunca mais.

Que o tempo sepulte-o.

Que o tempo cure a ferida que em carne viva ficou a porta do meu peito, expelindo rios de sangue, sangue que se mistura as lágrimas, que se fazem um borrão rubro sobre meu travesseiro.



Tremores tomam conta da noite, mãos sentem pontas de agulha atravessando-as, são centenas delas. O ar tende a desaparecer, parece ficar sufocada... E em um impulso, uma junção de força e coragem Ella ecoa um grito e cai.


Ella permaneceu inconsciente por algumas horas. Ali, caída, com uma expressão pálida, dos seus olhos ainda fechados escorriam lágrimas.






O dia começou a clarear, a luz então invadiu seu quarto. Ella levantou-se sem saber o porquê de estar caída no chão, porém, não quis procurar razões para isso.



Para Ella, seria melhor não lembrar, afinal, ontem é passado, o que importa é viver o hoje, tão intensamente quanto puder.


“Deixarei o que foi dor para trás, não me importo se houveram alguns sorrisos, foi-se o tempo de acreditar em contos de fadas, em príncipes vindos em cavalos brancos. Agora é tempo de despertar, de viver a vida, mesmo ante as dificuldades e limitações que possam surgir, melhor viver no mundo real. O que sonhei foi apenas uma fantasia, agora me vejo de volta a terra, pronta para descobrir o novo, porém, concreto e real.”

E assim Ella fechou o diário que há meses começara a escrever, colocou-o dentro da escrivaninha velha do canto do quarto, e ali pretende deixá-lo, sem utilidade, aquilo não passava de um jornal velho.



31 de dezembro de 2011

Um Conto Para Ella

Ella acordou, em meio ao clarão do sol sobre seus olhos, reparou na parede o calendário e viu que já chegara 31 de Dezembro, último dia do ano. Já se passara 6 meses desde que A CARTA foi endereçada, mesmo que tenha pensado que a mesma se extraviara pelo caminho, Ella sabia que O REMETENTE havia lido seu conteúdo... INFELIZMENTE.

Em vez de aquelas palavras fazer-se luz no caminho entre Ella e O REMETENTE, tais caracteres acabaram por confundir ainda mais toda história. Depois de uma longa conversa a distancia, até quase que o amanhecer de um Dia dos Namorados, onde o final da crônica enviada por Ella ao REMETENTE fora discutida, o que parecia ser a oportunidade de ambos se mostrarem aptos ou não ao que um dos dois sentia, transformou-se em frieza, silêncio, em ausência, tornou tudo inexplicavelmente coberto por uma grossa camada de neblina.

Levantou-se, foi ao banheiro, ao passar pelo espelho viu que havia restos de maquiagem em seu rosto e dentro dela o coração começava novamente a doer. Por mais que quisesse e tentasse ESQUECÊ-LO, não conseguiu, estava ele ainda a povoar seus sonhos, seus pensamentos e mesmo seus ouvidos que ainda ouvia lampejos de sua voz, ao menos nas lembranças das canções que escutara ele tocar e cantar.

Não foram meses fáceis, ainda mais sabendo que um NÃO poderia ser o melhor. Mesmo que por um tempo viesse lhe causar dor, Ella afirmava que antes uma negativa, um ‘prefiro a amizade’, já lhe seria suficiente para acalmar a dor que o silencio e a ausência lhe causava.

Ella sabe o que quer: O REMETENTE. Sabe que não é ela quem está dando as ordens, mas sim o seu coração, e quando este toma responsabilidade de algo, não é somente ele, é DEUS. 

Ele (Deus) colocará Ella e O REMETENTE frente a frente, Ele sabe o que faz.


2012 será diferente, para MIM, para VOCÊ, para ELLA, para os OUTROS que são a soma de todos VOCÊS com ELA MESMA.

24 de outubro de 2011

FALSOS Amigos CORVOS



Acreditei que AMIGOS DE VERDADE fossem aqueles que dariam o próprio peito pra ajudar outro amigo, porém, conclui que nesse mundo, acabamos por não conhecer a verdadeira face de quem nos cerca. Infelizmente, há alguns gatos sorrateiros que precisam ver a queda de alguns para tentarei obter vantagens e se sentirem grandes. FICA A DICA: Se VOCÊ pensando que cresceria e atingiria novos vôos mais rapidamente, cortando as asas dos pássaros que sempre te orientaram sobre quais eram os momentos certos de bater tuas asas e sobrevoar as florestas acredita que esta foi a sua melhor escolha, PREPARE-SE! Afinal, por querer voar mais alto, muitos CORVOS FALSOS disfarçados de pardais simpáticos perderam a cabeça nas turbinas de aviões.

12 de setembro de 2011

Ella e o Tempo


Um lençol branco preso a parede de um quarto escuro. No canto, alguns papéis rabiscados, várias folhas amassadas, e um corpo jogado sobre a cama. Era Ella.


Há dias tentava escrever sobre o que sentia, mas não conseguia. Escrever tornara-se uma tarefa bem mais difícil depois que colocara gotas de seu sangue no último texto. Desconfiava que houvesse ido longe demais ao que desejara obter através daquelas palavras.

Poderia não ter feito aquilo, muitos a aconselharam não entregar-se daquele modo, dando ao outro a oportunidade de ver através da janela de seu coração. E o que foi visto, parece ter assustado.

Ella ainda não entendeu, talvez, nunca chegue de fato a entender...

Na casa ao lado, um barulho estranho... Pareciam estar jogando a louça contra a parede, e pelo visto, ainda havia vários pratos para se quebrar.



Voltou para o quarto. Tão logo que colocou a cabeça sobre o travesseiro, começou a vê-lo projetado em mais um de seus devaneios noturnos... Lágrimas quiseram rolar sobre sua face, percebeu que não tinha como engoli-las, não desta vez. Então para o banheiro foi, abriu o chuveiro, deixou que as lágrimas corressem por seu rosto como a água pelo corpo.


Havia tentado de tudo. Tentando fugir daquilo que parecia pesar em seu peito, começara a enxergar outras possibilidades, pena estas serem por demasia arriscadas e impróprias ao que Ella havia pregado a si mesma por toda a vida. Achou melhor não arriscar, assim não perderia o controle sobre ela mesma.



Ella tinha algo a dizer... Disse. Ella tinha algo... Algo que perdeu ao dizer.

Para Ella, restava um caminho: Colocaria seu coração aos cuidados do Tempo, que talvez, com sua vasta experiência, seu conhecimento prático e teórico, saberia como responder as indagações que insistiam permanecer nos pensamentos dela.

Longe dali, ele pode não saber, mas há alguém que insiste em não desistir e que irá esperá-lo... Ella.

11 de junho de 2011

Da Carta ao Funeral

A CARTA

“Essa carta poderá nunca chegar ao seu destino final, ou pelo menos ao destino que escolhi para ela. Talvez suas palavras acabem por não serem ouvidas, seus sentimentos nunca correspondidos, sua face nunca percebida. Não importa, seja qual for o desenrolar dessa história, o que ali havia precisava ser lido.

Numa garrafa levada pelas águas do mar, através de palavras, um pouco de mim seria entregue a alguém que ao longe se encontrava, independente do que isso poderia para ele representar.

Talvez eu não o conheça em sua totalidade, mas o que em parte conheço já fez com que meu coração tomasse em si a decisão de querê-lo por perto.”

A REMETENTE

Ella esquecera novamente de trancar bem as portas e janelas de seu coração, assim, alguém entrou sem pedir licença e dentro dele resolveu se abrigar. Sempre que Ella parecia estar bem, saía pela estrada sem a proteção de sua armadura... Para sua falta de sorte, era justamente nesses momentos que o menino loirinho de arco e flecha resolvia atacá-la.

Envolvida pela emoção, Ella perdera novamente o domínio de sua razão e sua sorte estaria novamente lançada ao vento. Como é de certo, jogaria pérolas aos porcos, como era de seu costume.

A CONFISSÃO

“Nunca minhas mãos puderam tocar àquela face, mesmo assim era aquele rosto que eu via sempre que colocava minha cabeça sobre o travesseiro. Meus ouvidos desejavam ouvir aquela voz, e quando assim não se podia fazer, eis que na lembrança era possível escutar o som das canções que ele já havia cantado.

O suor na palma das mãos, aquele frio na barriga, as borboletas que faziam acrobacias dentro do estomago sempre que aquelas cinco letras eram citadas (mesmo quando para se referir a outro de mesmo nome) eram todos indícios de uma paixão.”

EXTRAVIO DO DESTINATÁRIO

Uma linha de silenciosas reticências foi a resposta que obtive.

Ele entendera o que eu sentia? Ele teria Alguém? Haveria um depois após aquele pontilhado?
Dúvida, Medo e Solidão... Mais dia menos dia, eu sabia que eles voltariam a tomar aquela forma asquerosa e sombria aqui junto de mim. Por onde quer que eu fosse eles iriam ao meu lado, fosse dia ou noite, Eles não me deixariam em paz.

Com o tempo, eu já não mais conseguia ir além dos quatro cantos de meu quarto, e este passava todas as horas do dia em profunda escuridão, a não ser pela vela acesa que me fazia enxergar algo a mais que Àqueles vultos.

Sentia frio, mas, não era um frio qualquer. Não era minha pele que sentia tal sensação, era minha alma que cada vez mais parecia congelar. Um vazio, uma dor, uma lágrima, sinais de meu castigo perpétuo.

Logo, todos que me procuravam deixaram de assim fazer. E tão somente Eles permaneceram cá comigo, em meio ao luto que se eternizava por além das estações. Caíram às folhas, brotaram as flores, secaram os rios e a chuva voltara a enchê-los... Quanto a mim, sucumbir é o que restava.

O silêncio era quebrado sempre que os gemidos Deles começam a soar mais alto, mais forte, e de tão perto pareciam estar dentro de mim. Meu corpo franzino aparentava perder toda a aparência de algo vivo e meus lábios não mais soltaram nem um grunhido, tão menos voz. Cumpria em vida minha sentença de morte.

Foi-me tomado a alegria, a vitalidade, o calor, e qualquer forma de sentimento que se aproximava do que seria Amor. Agora eu era só um morto em vestes de um vivo, e um vivo que se via entregue as mãos da Senhora da Noite.
O FUNERAL

Naquela manhã de sexta-feira, eles desapareceram. Não sei como nem para onde, nem frio eu agora sentia. O que teria havido então? Aproximei-me daquela janela e logo pude ver um cortejo que se aproximava ao longe, reconheci a face de alguns que ali vinham carregando grandes coroas de flores. Então veio o susto: Eu estava lá.

Em meio a todos eu era a única face que não apresentava descontentamento para com o trágico final do agora defunto. Eu o conhecia, por dias eu estive ao seu lado, alimentando Ele, fazendo com que Ele crescesse. Eu havia despertado sorrisos, inúmero carinho lhe dediquei.

As primeiras pás de terra foram lançadas sobre seu caixão, os rostos que o cercava estavam indiferente a tudo aquilo. Eu era a única que de fato poderia estar aos prantos por aquela perda, mas não era isso o que eu sentia. Apesar de não ser o maior de todos os risos, havia uma sensação diferente que fazia meus lábios se moverem para um lado da face.

Toda aquela dor, a exclusão de mim mesma, era na verdade um estágio que eu cumpria para largar aquele casulo e soltar minhas asas sobre o verde dos vales mais distantes.

Sepultei a esperança de tê-lo alguma vez em meus braços, e com Ele, enterrei todo o sentimento que poderia me levar a caminhar novamente sobre areia movediça.